A dez dias das eleições presidenciais na Venezuela, a líder da oposição María Corina Machado denunciou nesta quinta-feira (18) em suas redes sociais que sua caravana de campanha foi alvo de um ataque nas primeiras horas da manhã, em um ato que ela descreveu como um atentado contra sua vida.
Detalhes do Ataque
Em um vídeo postado no X, Machado mostrou os veículos vandalizados enquanto trafegavam pela cidade de Barquisimeto. Os carros foram marcados com mensagens como "Não + bloqueio". Além disso, ela afirmou que o óleo do motor foi drenado de um dos veículos e as mangueiras de freio de outro foram cortadas, colocando em risco a vida de todos que utilizam esses veículos, inclusive ela mesma.
Acusações Contra o Regime
Machado acusou diretamente o regime de Nicolás Maduro, afirmando que “a campanha de Maduro é violenta e ele é responsável por qualquer dano” à sua integridade física. Em sua publicação, ela destacou a proximidade das eleições presidenciais, marcadas para 28 de julho, e mencionou o recente sequestro de seu chefe de segurança, Milciades Ávila, como parte de um padrão de intimidação.
Apoio de Outros Candidatos
Após a denúncia, o candidato da oposição Edmundo González Urrutia também se manifestou. Ele condenou a intimidação contra María Corina Machado e as detenções de 72 cidadãos e ativistas de sua campanha, classificando esses atos como "intoleráveis de covardia que ameaçam o desenvolvimento do processo eleitoral".
Reações e Consequências
Até o momento, a CNN solicitou uma resposta das autoridades venezuelanas sobre a denúncia de Machado, mas ainda não houve retorno.
A denúncia de María Corina Machado lança luz sobre a tensa atmosfera política na Venezuela, onde a oposição enfrenta significativos desafios e ameaças em sua campanha. A comunidade internacional observa com atenção os desdobramentos, enquanto o país se prepara para um momento crucial em sua história política.
Fonte: Agência CNN
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