Domingo, 13 De Setembro De 2026

Voos domésticos na Amazônia por empresas estrangeiras

Voos domésticos na Amazônia por empresas estrangeiras

Voos domésticos na Amazônia por empresas estrangeiras

Comissão de Infraestrutura dá sinal verde



Brasília, 4 de junho de 2024 - 

A Comissão de Infraestrutura (CI) do Senado Federal aprovou, nesta terça-feira (4), o Projeto de Lei (PL) 4.715/2023, que autoriza empresas estrangeiras a operarem voos domésticos na Amazônia Legal. A proposta, de autoria do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), visa aumentar a concorrência no setor aéreo da região e reduzir os preços das passagens aéreas para os consumidores.

O PL, aprovado na forma de um texto substitutivo apresentado pelo senador Jaime Bagattoli (PL-RO), ainda precisa passar por um segundo turno de votação na CI antes de seguir para a Câmara dos Deputados. Caso aprovado na Câmara, o projeto poderá abrir caminho para a entrada de novas companhias aéreas no mercado brasileiro, especialmente na região amazônica, onde a oferta de voos é limitada e os preços das passagens são considerados altos.

Abrindo o mercado para mais concorrência

Atualmente, a Lei da Aeronáutica (Lei 7.565/1986) restringe a operação de voos domésticos no Brasil a empresas constituídas sob as leis brasileiras, com sede e administração no país. O PL 4.715/2023 altera essa lei para permitir que empresas estrangeiras operem voos com origem ou destino em aeroportos localizados na Amazônia Legal.


Benefícios para a região e para os consumidores


Os defensores do projeto argumentam que a abertura do mercado para empresas estrangeiras trará diversos benefícios para a região amazônica, como o aumento da oferta de voos, a redução dos preços das passagens aéreas, a criação de novos empregos e o estímulo ao desenvolvimento do turismo. Além disso, a medida poderá contribuir para a integração da região ao restante do país.


Combate aos preços altos das passagens aéreas


Um dos principais objetivos do PL é combater os altos preços das passagens aéreas na Amazônia. Segundo o senador Sérgio Petecão, atualmente apenas três empresas concentram 99% do mercado de voos domésticos no país, o que leva à falta de concorrência e aos preços elevados.


Redução da burocracia

O texto substitutivo apresentado pelo senador Jaime Bagattoli simplificou o processo de autorização para que empresas estrangeiras operem voos domésticos na Amazônia Legal. O relator eliminou a exigência de que as empresas comprovassem "utilidade pública ou interesse nacional" para operar as rotas e também dispensou a necessidade de que os tripulantes dos voos sejam brasileiros natos ou naturalizados.


Próximos passos

Após a aprovação na CI, o PL 4.715/2023 ainda precisa ser votado em segundo turno na comissão e, em seguida, seguirá para a Câmara dos Deputados. Caso aprovado na Câmara, o projeto poderá ser sancionado pelo presidente da República e entrar em vigor.


Fonte: Agência Senado




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